No jogo FC Porto–Sp. Braga, da 10.ª jornada da I Liga, verificou-se um desligamento temporário do VAR na parte final do intervalo, provocando um atraso de 45 segundos no reinício da partida. A FPF abriu um inquérito que, após investigação, foi arquivado, sendo concluído que se tratou de uma desconexão acidental.
Segundo o acórdão, “não foi possível identificar, pelas imagens CCTV, qualquer ato positivo inequívoco de desligamento”, e a explicação mais plausível é uma desconexão acidental, sem autor identificado. O processo concluiu que não existiam elementos suficientes para considerar qualquer infração disciplinar.
As imagens não mostraram nenhuma ação direta que justificasse a falha. Rui Rodrigues, técnico de apoio ao VAR, disse que só tomou conhecimento da interrupção no dia seguinte e que a causa mais provável teria sido alguém ter tropeçado num fio. José António Monteiro, da Media Pro, confirmou que a ficha estava ligada no início do intervalo e que a UPS manteve os equipamentos em funcionamento por cerca de 10 minutos.
Carlos Carvalho, diretor de segurança, não identificou inicialmente a pessoa que surge nas imagens, enquanto Marco Paiva, diretor de campo, explicou que o cabo passa por uma calha técnica, tornando improvável qualquer acidente. O indivíduo foi depois identificado como Tiago Bernardo, colaborador responsável pelos jatos de CO₂, que confirmou ter tomado cuidados adicionais para evitar qualquer incidente. Apesar de admitir que teoricamente poderia ter causado a desconexão, considerou o risco “muito improvável”.
| Gostou do Artigo ? |

