A saída de Ruben Amorim do Manchester United continua a levantar questões, e novas informações ajudam agora a reconstruir o cenário que levou ao seu afastamento. Cinco dias após a decisão, fica claro que o problema ultrapassou os resultados em campo e esteve diretamente ligado a uma disputa de poder dentro da estrutura do clube.
Depois do empate frente ao Leeds, Amorim protagonizou uma conferência de imprensa carregada de tensão, na qual deixou uma mensagem inequívoca: ele não era apenas o treinador da equipa. Ao repetir por várias vezes o termo manager, o português procurou corrigir uma narrativa que, segundo o The Sun, tinha nascido internamente.
A publicação inglesa revela que Jason Wilcox, diretor para o futebol, se referiu a si próprio como o “manager” do Manchester United num comentário feito no centro de treinos. Essa afirmação terá sido vista por Amorim como uma desvalorização do seu estatuto e uma quebra do acordo estabelecido aquando da sua contratação.
Ainda que não seja totalmente claro se essa linguagem foi utilizada numa reunião formal, sabe-se que o treinador reagiu com grande irritação. No dia seguinte, perante os jornalistas, reafirmou que o seu papel estava bem definido e que o contrato previa 18 meses nesse cargo, garantindo que não sairia por vontade própria.
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A posição firme, no entanto, não evitou o desfecho. Apenas dois dias após essas declarações públicas, o Manchester United decidiu avançar para o despedimento de Ruben Amorim, colocando um ponto final numa relação marcada por conflito e falta de alinhamento interno.
